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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

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SECRETARIA PAGARÁ GRATIFICAÇÃO DE DIFÍCIL PROVIMENTO EM 2012

 17/01/2012 - 18:09h - Atualizado em 17/01/2012 - 18:11h 
Professores que trabalham em áreas que recebem esta classificação ganharão bonificação de R$ 300

A partir de fevereiro de 2012, a Secretaria de Estado de Educação passará a pagar uma gratificação a 8.782 professores, de 238 escolas da rede estadual de ensino, pelo exercício em unidade escolar considerada de difícil provimento. O bônus no valor de R$ 300 será efetuado no contracheque de janeiro, com depósito na conta dos servidores no mês de fevereiro. Mais de cinco mil docentes de 141, dessas 238 escolas, são contemplados também com a gratificação de difícil acesso, no valor de R$ 110, que já é paga pela Seeduc.

Difícil provimento

Trata-se de solicitação de concessão de gratificação para servidores efetivos da SEEDUC lotados em unidades escolares classificadas como de difícil provimento, considerando-se:

- a contínua realização de concursos públicos para provimento do cargo de Professor Docente I pela SEEDUC a partir do ano de 2004, visando suprir as carências nas unidades escolares;

- a dificuldade de alocação de professores em determinadas escolas que possuem características peculiares, o que impede a alocação através:
• de concurso público;
• de oferta de ampliação de jornada de trabalho em regime de Gratificação por Lotação Prioritária/GLP;
• de contratação temporária.
• Relotação, remanejamento ou remoção de professores

Difícil acesso

Trata-se de solicitação de concessão de gratificação para servidores efetivos da SEEDUC lotados em unidades escolares classificadas como de difícil acesso, considerando-se:

– inexistência de linhas regulares de transportes coletivos, ou reduzidos números de horários para os coletivos das linhas existentes, gerando a necessidades de o membro do magistério permanecer na unidade escolar por um período superior a 2 (duas) horas ou a 45 (quarenta e cinco) minutos além da carga horária a que se encontre sujeito, para as hipóteses de atividades em cursos diurnos e noturnos, respectivamente;

– necessidade de hospedar-se o membro do magistério na localidade em que se acha sediada a unidade escolar, em decorrência da precariedade de transportes para sua locomoção;

– necessidade de o membro do magistério realizar, para atingir a escola, percurso a pé superior a 2 (dois) quilômetros;
– localização em morros ou ladeiras íngremes, que devam ser vencidos em condições difíceis.



Complexo do Valongo: Ossos que falam
Escavações na zona portuária do Rio de Janeiro revelam retrato pouco conhecido da escravidão (por Carlos Haag) - O Instituto Nacional de Criminalística estabelece uma série de procedimentos para se investigar um crime: o reconhecimento, que delimita a extensão da cena do crime e a preserva; a documentação cuidadosa e a observação científica do lugar; a procura de provas e evidências a serem coletadas; a análise científica num laboratório das provas recolhidas pelo perito. É na junção dessas áreas que se encontra a solução de, por exemplo, um assassinato. Seria possível usar os mesmos procedimentos para “desvendar” um crime cometido há vários séculos, com milhões de vítimas? Pesquisas recentes feitas em universidades brasileiras indicam que a adoção da mesma interdisciplinaridade, reunindo historiadores, arqueólogos, geneticistas (paleogenéticos) e patologistas, poderá, enfim, dar conta de um dos maiores crimes já cometidos: a escravidão.
“Para se entender a realidade da escravidão é preciso devassar arquivos, desencavar o passado e submeter as evidências materiais aos analistas nos laboratórios. É preciso superar a mera historiografia documental ou a visão economicista que só vê o escravismo do ponto de vista dos modos de produção. A escravidão deve ser materializada”, diz Tânia Andrade Lima, arqueóloga do Museu Nacional, no Rio, e coordenadora do projeto de escavação do Cais do Valongo, porto por onde passaram, entre 1811 e 1831, um milhão de africanos. Foram as obras do Porto Maravilha, a revitalização da área portuária carioca iniciada em 2011 tendo em vista as Olimpíadas de 2016, que permitiram aos arqueólogos reabrir a “cena do crime” oculta desde 1843, quando foi recoberta com 60 centímetros de pavimento e se transformou no Cais da Imperatriz, lugar de recepção para Teresa Cristina, a futura mulher de Pedro II. “Havia outros lugares, mas se optou pelo Valongo como forma de apagamento das manchas passadas da escravidão”, diz Tânia. Essas cercavam todo o cais, formando o complexo do Valongo. Casas próximas armazenavam e comercializavam os negros (veja vídeo sobre as escavações). Quem ficava doente era levado ao lazareto vizinho, onde o tratamento se reduzia a “sangrias” feitas por barbeiros negros. Os que não resistiam eram enterrados, com total descaso, em valas comuns a poucos metros do cais. Logo, o sítio é o sonho de qualquer arqueólogo, trazendo à luz, diariamente, pilhas de objetos pessoais e rituais dos chamados “pretos novos”, cativos recém-chegados da África: contas, búzios, cachimbos, brincos com a “meia-lua” islâmica, miçangas e até “pedras de assentamento de orixás”. Sacerdotes e especialistas na cultura e religião africanas ajudam a reconhecer e catalogar os achados.
“O complexo do Valongo foi criado para tirar os negros do centro do Rio, pois eles eram vistos como ameaça à saúde, ‘carregadores de doenças’ e um perigo à ordem pública”, explica o historiador Cláudio Honorato, autor do estudo Valongo: o mercado de escravos do Rio de Janeiro (Universidade Federal Fluminense, UFF, 2008). “O Valongo era parte do projeto ‘civilização nacional’, intensificado com a transformação do Rio em sede do Império. Mas resultou de um paradoxo: criar uma Corte ‘europeia’ com multidões de negros soltos pelas ruas. Pensou-se que a solução seria usar os escravos para criar a cidade à altura do rei. Esse movimento, porém, aumentou a demanda por mais escravos e, assim, a cidade não conseguia perder as ‘feições do atraso’. Era preciso diminuir um pouco daquela promiscuidade e, assim, tirou-se o mercado escravista da região do Paço, levando-o para um lugar distante e desabitado: o Valongo, um porto natural na Gamboa”, construído por ordem do vice-rei, o Marquês de Lavradio. Em pouco tempo, o comércio de escravos atraiu a população e o local virou um dos mais movimentados do Rio. Além do cais, o complexo do Valongo abrigava 50 “casas de carne”, onde os negros recém-chegados eram negociados. “A primeira loja de carne em que entramos continha 300 crianças. O mais velho podia ter 12 anos e o mais novo, não mais de 6. Os coitadinhos ficavam agachados num armazém. O cheiro e o calor da sala eram repugnantes. O termômetro indicava 33ºC e estávamos no inverno!”, escreveu o inglês Charles Brand em 1822.
Após 60 dias a bordo de um “tumbeiro”, os africanos, exauridos e doentes, enfrentavam a falta de alimentação, de roupas e moradias apropriadas. A combinação com os castigos os deixava propensos a contrair vírus, bacilos, bactérias e parasitas que floresciam na população densa do Rio. Mais de 4% dos escravos morriam no primeiro momento, entre o desembarque, a quarentena e a exposição no mercado. Era preciso um lugar para enterrar tantos mortos e assim criou-se nas proximidades o Cemitério dos Pretos Novos. “A mortalidade alta justificaria lugar na lógica de importação de mão de obra em números crescentes, onde mais mortes significava trazer mais escravos. Nos seus últimos seis anos, o cemitério superou uma média anual de mil enterros”, afirma o historiador Júlio César Pereira, da Fiocruz, autor de À flor da terra (Garamond, 2007). A vinda da Corte aumentou a chegada de cativos pelo porto do Rio: se em 1807 entraram menos de 10 mil, em 1828 foram 45 mil. O ano também marcou um recorde no cemitério com o enterro de mais de 2 mil pretos novos. “Sem esquife e sem a menor peça de roupa são atirados numa cova que nem tem dois pés de profundidade. Levam o morto e o atiram no buraco como a um cão morto, põem um pouco de terra em cima e se alguma parte do corpo fica descoberta, socam-no com tocos de madeiro, formando um mingau de terra, sangue e excrementos”, descreveu o viajante Carl Seidler em 1834. O lugar, porém, obedecia à lógica e às regras que engendraram o complexo: “Os escravos que não forem vendidos não sairão do Valongo nem depois de mortos”.
Estima-se que o cemitério abrigou mais de 20 mil corpos até ser fechado em 1830, por causa de reclamações dos vizinhos, temerosos dos “miasmas” exalados pelos cadáveres “à flor da terra”, bem como da suspensão do tráfico, não obstante sua continuidade ilegal. O lugar caiu no esquecimento, vindo a ser coberto pela malha urbana que se expandiu na região portuária em fins do século XIX. Só foi redescoberto em 1996 durante uma reforma numa casa, quando operários abriram sondagens para alicerce e encontraram milhares de dentes e fragmentos de ossos humanos. Como uma “cena do crime” era preciso saber quem eram as vítimas. Determinar a origem geográfica dos 5 milhões de escravos forçados a vir ao Brasil é fundamental para várias áreas do conhecimento, já que dá pistas da constituição genética e cultural dos brasileiros, muito impactados pela mestiçagem. “O tráfico negreiro provocou um dos maiores deslocamentos populacionais da humanidade. Entre os séculos XVI e XIX mais de 12,5 milhões de africanos foram escravizados e levados para a América e Europa. Desses, cerca de 10,7 milhões chegaram vivos ao fim da travessia”, afirma o historiador Manolo Florentino, da UFF, autor de Em costas negras (Companhia das Letras, 1997). “Os registros dos navios negreiros não são confiáveis sobre a origem dos africanos, porque o porto de embarcação, registrado nos arquivos, nem sempre refletia a origem geográfica dos negros, por vezes capturados no interior, a quilômetros do litoral”, observa.
Nessa tarefa os historiadores recebem grandes contribuições dos geneticistas, como mostra a reportagem “A África nos genes do povo brasileiro” (Pesquisa FAPESP, nº 134) sobre a pesquisa do geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que comparou o padrão de alterações genéticas compartilhado por africanos e brasileiros. Com isso, Pena ajudou a revisar a versão histórica de que a maior parte dos escravos era da região centro-ocidental africana, deixando de lado a participação relevante de negros vindos da África Ocidental. “Por isso a transdisciplinaridade é fundamental para entender a escravidão. Cada enfoque é limitado para dar conta das perguntas e nenhum é suficiente. As pesquisas genéticas são muito informativas, mas partem da análise de brasileiros que são descendentes dos escravos”, diz Pena. Daí a importância do Cemitério dos Pretos Novos, que abrigava primordialmente escravos africanos recém-chegados ao Brasil.
Registros feitos pela igreja de Santa Rita, que administrava o lugar, permitem afirmar que 95% dos corpos são de pretos novos (os outros 5% seriam de escravos “ladinos”). O sítio privilegiado deu origem à pesquisa bioarqueológica Por uma antropologia biológica do tráfico de escravos africanos para o Brasil: análise das origens dos remanescentes esqueletais do Cemitério dos Pretos Novos, coordenada pelo bioantropólogo Ricardo Ventura Santos, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), concluída recentemente. Foi feita a análise da composição isotópica de estrôncio de esmalte dentário presente nas amostras colhidas em 1996, com a finalidade de determinar a origem geográfica dos vestígios. “Os dentes são formados na infância e não se remodelam, o que permite descobrir onde alguém viveu seus primeiros anos. O estrôncio é como um DNA geoquímico e existe como dois isótopos, de números 86 e 87. As proporções entre eles são assinaturas geoquímicas ligadas às características das rochas de uma região”, explica Sheila de Souza, integrante do projeto. A pesquisa revelou uma grande diversidade de valores dessas proporções, o que indica (e confirma) que os escravos trazidos ao Rio vieram de múltiplas regiões da África. Confirmou-se também que se tratava de negros africanos, jovens e recém-chegados.
Para estabelecer essa delimitação foram detectadas “modificações intencionais dos dentes”, cortes feitos na arcada de motivação cultural, característicos de regiões africanas como Moçambique, o que, de certa forma, corrobora a tese de Pena. “Vimos também o polimento dos dentes, que geram ranhuras microscópicas e são características da higiene bucal de grupos africanos, que usavam gravetos nos dentes e mastigavam plantas como ‘pasta dental’. É uma prática restrita de pretos novos, pois, uma vez aqui, não havia como mantê-la. Dentes de ‘ladinos’ não têm essas marcas”, diz Sheila. A variabilidade de razões de estrôncio observada contrasta com o encontrado em outros cemitérios de escravos das Américas, sendo maior, por exemplo, do que a medida nos africanos enterrados no New York Burial Ground, cemitério de escravos americanos encontrado em Manhattan em 1991.
“Na contramão da América do Norte e de outras regiões do Brasil, o Rio recebia uma quantidade mais expressiva de cativos com uma maior diversidade étnica e genética”, afirma Santos. Pode-se identificar que a base alimentar desses indivíduos na infância não continha itens de procedência marinha. “Faz todo o sentido. A chegada da família real aumentou a demanda por escravos, culminando na fase áurea do tráfico, que acabou legitimando uma situação de fato: a Coroa não tinha mais o monopólio, o que dava livre acesso ao comércio. Logo, poucas partes do continente ficaram ilesas aos traficantes e, entre 1760 e 1830, o Rio, revelam os registros, efetivamente recebeu negros de muitas regiões africanas”, nota Florentino. “Também se confirma um padrão do tráfico, que agia da costa para o interior, em busca dos que haviam migrado do litoral.”
É possível comprovar até o caminho da ilegalidade, que não rendeu documentação. Em 1815, Portugal e Inglaterra assinaram um acordo que proibia a compra e tráfico de escravos ao norte do equador. “As pesquisas de Pena e Santos demonstram, na prática, que, apesar da proibição, os contrabandistas atuavam na área. Dizendo navegar até Angola, desviavam para a Nigéria, onde pegavam escravos, que registravam como angolanos”, diz o historiador. A análise sobre o cemitério igualmente comprovou uma faceta pouco conhecida do tráfico: a baixa faixa etária dos cativos. “Os vestígios são de negros muito jovens”, fala Santos. Cerca de 780 mil crianças foram escravizadas para o Brasil a partir de meados do século XIX, porque eram mais “maleáveis” que os adultos e suportavam melhor as travessias. Nos estertores do tráfico, em especial no Rio, um em cada três escravos era criança. “A elite escravocrata ao sentir que o fim do tráfico estava próximo passou a buscar mais mulheres, ou seja, mais úteros para gerar escravos; e crianças, que trabalhariam por mais tempo após o fim do tráfico”, explica Florentino.
Novas escavações no cemitério corroboram essa prática pela presença de crânios e arcadas de jovens. As prospecções foram retomadas pela equipe de Tânia Lima, que, temerosa das consequências da especulação imobiliária em torno do sítio, por causa do Porto Maravilha, encarregou o arqueólogo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional, da pesquisa O Cemitério dos Pretos Novos: delimitação espacial, que até o final do ano traçará o mapa do cemitério. O seu tamanho é uma incógnita. Segundo relatos da época, teria 50 braças, algo como um campo de futebol. O arqueólogo desconfia da medida, exígua demais para abrigar tantos corpos. Abrindo valas no entorno do sítio ele busca os seus limites. “Não é preciso cavar mais do que 70 centímetros para deparar com restos de corpos”, diz. O lugar era uma vala comum onde os corpos eram jogados, após ficarem dias amontoados num canto. Quando a fossa enchia, era reaberta e os vestígios eram incinerados e destruídos para dar lugar a novos corpos. “Encontramos também lixo urbano misturado aos ossos: comida, vidros, material de construção, animais mortos, dejetos. A tese inicial era que o cemitério fora transformado em ‘lixão’ da vizinhança após seu fechamento. As escavações apontam que ele ainda funcionava quando os detritos foram jogados com os corpos.”
A genética só aumenta o peso simbólico provocado por esse desprezo. “Os escravos entravam no Brasil pelo Nordeste ou pelo Rio. A própria proximidade geográfica levou escravos da África Ocidental para o Nordeste e os da África Central para o Rio. Desses, a grande maioria era de bantos”, diz Pena. Seriam, portanto, corpos desse grupo étnico que lotam o cemitério. Do cais e dos armazéns era possível ver como os seus mortos eram tratados. “Para os bantos, o sepultamento indigno impossibilita a reunião entre o morto e seus antepassados, crença central da etnia. Pode-se imaginar que se sentiam condenados a uma ‘segunda morte’, cientes de que se apagara da memória o lugar de seu repouso final”, observa Júlio César. Os vivos, porém, não tinham grandes chances: só um terço dos pretos novos viveria como escravo mais do que 16 anos.
A causa dessas precocidades dos óbitos eram as muitas doenças com que conviviam, como comprovam as pesquisas paleogenéticas de Alena Mayo, do Laboratório de Genética Molecular de Microrganismos da Fiocruz, que rastreia, via DNA, as moléstias do Rio colonial. No cemitério de escravos da praça XV, por exemplo, verificou-se pelas ossadas que 7 em cada 10 cativos estavam infectados com protozoários ou helmintos. “Era resultado da péssima nutrição dos escravos, aliada às condições impróprias de higiene em que viviam”, diz Alena. A descoberta genética comprova vários aspectos do estudo clássico da historiadora americana Mary Karasch, A vida dos escravos no Rio de Janeiro (Companhia das Letras, 2000). Como a afirmação de que “as condições de vida dos escravos e as doenças matavam mais do que a violência física do cativeiro”.
A pesquisadora estudou o Cemitério dos Pretos Novos, onde encontrou traços de tuberculose, um total de 25% de amostras positivas. “As condições desumanas em que eram transportados faziam os escravos suscetíveis a contrair, já na chegada, a doen-ça, então difundida pela cidade.” Isso também remete à pesquisa documental da americana: “A mortalidade dos africanos recém-chegados ao Valongo não se relacionava apenas às condições terríveis dos ‘tumbeiros’. Mesmo sobrevivendo à travessia, no cais eles enfrentavam um desafio maior: adaptar-se às novas, e péssimas, condições de vida para não sucumbir, de cara, às doenças do Rio”.
Uma escavação em particular trouxe revelações importantes. “Ossadas encontradas na igreja Nossa Senhora do Carmo, no Rio, de sepulturas do século XVII, destinadas a pessoas de ascendência europeia, apesar de muito degradadas, deram positivo para tuberculose em 7 das 10 costelas analisadas”, afirma Alena. No local foram também encontradas ossadas de índios e negros. Na comparação dos vestígios, a pesquisadora concluiu não só que a tuberculose já grassava na cidade no século XVII, mas que, na medida em que apenas os europeus deram positivo para tuberculose, foram os colonizadores os responsáveis pela introdução da doença no Rio. “Em estudos que fiz sobre material pré-colombiano, encontrei helmintíases intestinais e registros da doença de Chagas. Concluímos que eram doenças que não vieram com os europeus. No Brasil colonial, ao contrário, evidencia-se o papel de europeus na introdução e disseminação de doenças epidêmicas como a tuberculose.” Logo, os temores das “doenças dos negros” que levaram à criação, exatos 200 anos atrás, do Cais do Valongo, seriam infundados. Não há crime perfeito quando os conhecimentos se reúnem.
Fonte: Geledés

   Criola, através do Programa MultiVersidade Criola, um espaço de formação feminista e antirracista para
                mulheres negras, o Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (PROAFRO) do Centro de
                     Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade do Texas em Austin,
          através do Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS), do Departamento de Estudos da África e da Diáspora
            Africana, e do Instituto de Estudos Latino Americanos Teresa Lozano Long (LILLAS), torna público a abertura de inscrições
       para selecionar alunas e alunos para o VI Curso de Atualização em Estudos da Diáspora Africana. O curso oferece 20 vagas.
               E será realizado nas dependências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), às segundas e quartas-feiras,
      de 13h às 18h, no período de 18/06 a 27/07 de 2012, com carga horária total de 60
Cátedra Fulbright Dra. Ruth Cardoso (inscrições abertas para professores e pesquisadores)
A Cátedra Fulbright Dra. Ruth Cardoso, na Universidade de Columbia,
 New York, destina-se a professores e pesquisadores brasileiros com comprovada experiência
nas Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em História do Brasil, Antropologia e Sociologia.
Será dada preferência a candidatos que atuem nas áreas de história do Brasil, antropologia, e
sociologia, com enfoque em movimentos sociais contemporâneos. Inscrições até 29 de
fevereiro de 2012. Requisitos para candidatura: - Ter concluído seu doutorado após
 1994 e antes de 2005; - Ter nacionalidade brasileira; - Não possuir nacionalidade estadunidense;

- Estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes; - Possuir atuação acadêmica qualificada na área e reconhecida competência profissional, com produção intelectual consistente; - Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho nas atividades previstas.
Benefícios:
- Bolsa mensal de US$ 5.000, por até nove meses meses
- Auxílio-instalação de US$ 2.000;
- Seguro-saúde;
- Passagem aérea de ida e volta;
- Moradia no campus, sem custos para o bolsista; acesso aos serviços e instalações da Universidade
de Columbia, NY, de acordo com o padrão oferecido a professores visitantes.
Fonte: Comissão Fulbright – Brasil

XV Curso de Difusão Cultural CEA/USP "Introdução aos Estudos de África"

O curso "Introdução aos Estudos de África" possui de 70 a 110 vagas com matrícula acontecendo entre os dias 01 a 07.03.2012 (enquanto houver vaga). O curso acontecerá na USP e será coordenado pelo prof. Dr. Kabengele Munanga. Natureza do curso: Difusão; Público Alvo:Professores das redes pública e particular de ensino e interessados em geral. Objetivo: Difusão do conhecimento do Continente africano por meio da capacitação de professores de ensino médio da rede pública e particular e interessados em geral, possibilitando o aprendizado de aspectos da história e da cultura africana que serão transmitidos durante as aulas e apreendidos pelos alunos o que possibilitará discussões mais aprofundadas sobre a temática e a (re)construção da história de África.

Programa Detalhado:
Carga horária:
36.00Horas
Vagas:
• máximo: 110 alunos.
• mínimo: 70 alunos.
Certificado/Critério de Aprovação:
A avaliação consiste na entrega de uma resenha sobre um dos temas abordados em sala. Para fazer jus ao certificado o aluno deverá cumprir o mínimo de 85% de frequencia e obter nota mínima 5,0.
Coordenação:
Prof. Dr. Kabengele Munanga, da FFLCH/USP.
Ministrante(s):
Debora Leite David, Ismael Giroto, Kabengele Munanga, Margarida Maria Taddoni Petter, Mauricio Waldman, Rita de Cássia Natal Chaves e Tania Celestino de Macêdo.
Promoção:
Centro de Estudos Africanos
PERÍODO(S), HORÁRIO(S) E LOCAL DO CURSO/EVENTO
Período de Realização:
14.03 a 06.06.2012
Horário:
Quarta-feira, 19:00 às 22:00.
Local:
Prédio de Filosofia e Ciências Sociais - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cid. Universitária - SP.

SORTEIO DE BOLSA
Inscrição on-line:
13 a 22.02.2012
Resultado:
23.03.2012
Detalhes:
 CATEGORIA COMUNIDADE USP E 3ª IDADE: 2 docentes, 2 discentes, 2 funcionários, 3 para terceira idade.
OBSERVAÇÃO
1. Veja as regras em BOLSAS E DESCONTOS..
 CATEGORIA “COMUNIDADE EXTERNA”: 2 bolsas
OBSERVAÇÕES
1. Inscrição somente no Centro de Estudos Africanos (CEA), pessoalmente ou por procuração;
2. Documentos necessários: pedido fundamentado; curriculo atualizado completo com dados pessoais, etc.; cópia da última declaração de rendimentos; e, assinatura de termo de compromisso (caso seja contemplado);
3. Endereço do CEA: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, sala 1087 - das 14 às 19h - 2ª à 6ª feira - tel. 3091-3744 -
 cea@usp.br .
INVESTIMENTO
Valor:
► Gratuito: Docentes e Funcionários da FFLCH.
► R$ 180,00: Interessados em geral.
► R$ 162,00: Graduandos e pós-graduandos da FFLCH.
► R$ 90,00: Professores Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores bolsistas e estagiários da FFLCH.
Detalhes
• O pagamento será à vista, mediante boleto bancário impresso no ato da matrícula;
• Não haverá devolução da taxa após o início do curso;
• Os descontos serão concedidos mediante solicitação do interessado e comprovação da categoria a que pertence (apresentação da carteirinha USP ou holerite).
• O não pagamento do boleto implica no cancelamento da matrícula.
MATRÍCULA
Período de Matrícula (enquanto houver vaga):
01 a 07.03.2012
Detalhes:
Matrícula Presencial, veja "Procedimentos Matrícula Presencial".
Desistência: 
O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.





Encontro Internacional de jovens Indígenas de MS
17/01/2012
Nos dias 27,28 e 29 de Janeiro de 2012 acontece o II Encontro Internacional de Jovens Indígenas de MS. A abertura acontece no dia 27 de Janeiro as 08h00 na escola indígena Tengatui Marangatu na aldeia Jaguapiru em Dourados - MS.

O evento contará com a presença de várias autoridades locais, nacionais e internacionais especialistas em questões que envolve o tema "juventude".

Este evento é uma realização da AJI/GAPK/CONDISI/IWGIA/USP-MEDICINA.


Mais informações na quarta, que terá a programação nos sites:


Termina nesta sexta prazo para matrícula de aprovados na primeira chamada do Sisu
Do UOL, em São Paulo
Atualizado em: 20/01/2012 - 06h00
Termina nesta sexta-feira (20) o prazo para que os estudantes aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) façam a matrícula nas instituições de ensino superior. O horário das inscrições e a documentação necessária é de responsabilidade de cada universidade. 
O participante que foi selecionado para a sua primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos pode participar das chamadas subsequentes.

Calendário do Sisu
Inscrições
7 a 12.jan
Primeira chamada
15.jan
Matrícula da primeira chamada
19 e 20.jan
Segunda chamada
26.jan
Matrícula da segunda chamada
30 e 31.jan
Inscrição na lista de espera
26.jan a 1°.fev
A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.
Inscritos
O Sisu 2012 recebeu um total de 3.411.111 inscrições, feitas por 1.757.399 candidatos. Cada estudante podia fazer até duas opções de cursos e instituições. Estavam em disputa 108.552 vagas em 95 instituições públicas de ensino superior para o primeiro semestre.
Houve um aumento de 62% no número de inscritos em relação ao primeiro semestre de 2011, quando 1.080.194 candidatos participaram da seleção.
Segundo o balanço geral divulgado, o Rio de Janeiro foi o Estado que recebeu mais inscrições: 381.721. Em seguida, estão Minas Gerais (367.259), São Paulo (292.742), Ceará (243.311), Rio Grande do Sul (233.324), Bahia (214.597) e Pernambuco (193.652).



 Veja a quantidade de vagas e inscrições do Sisu 2012 por estado:

Veja a  vagas e inscrições do S por Estado

Estado
Inscrições
Vagas
Rio de Janeiro
381.721
14.137
Minas Gerais
367.259
11.873
São Paulo
292.742
9.064
Ceará
243.311
6.158
Rio Grande do Sul
233.324
1.070
Bahia
214.597
5.298
Pernambuco
193.652
4.564
Paraná
154.995
4.399
Piauí
154.148
7.049
Maranhão
149.729
3.238
Paraíba
128.198
3.699
Mato Grosso
124.530
5.609
Amazonas
121.529
2.722
Mato Grosso do Sul
112.590
6.815
Alagoas
111.840
5.805
Pará
95.726
995
Goiás
86.576
1.561
Rio Grande do Norte
85.430
1.687
Espírito Santo
35.915
850
Tocantins
31.590
701
Sergipe
25.872
145
Acre
17.849
240
Santa Catarina
17.004
650
Roraima
13.716
419
Amapá
11.079
160
Rondônia
6.189
16
Total
3.411.111
108.552




Educação Infantil
A expressão musical para crianças de pré-escola

Leda Maria Giuffrida Silva

Você já observou que, na maioria das escolas infantis, a expressão musical é utilizada apenas nas atividades recreativas ou nas festas comemorativas? Para mudar esse quadro, a autora fundamenta a educação musical na pré-escola a partir de uma perspectiva construtivista e sugere formas de trabalhar o repertório e os diferentes estilos musicais com as classes de educação infantil. 

O texto traz uma experiência realizada em uma pré-escola da rede pública.

A música deve ser considerada uma verdadeira 'linguagem de expressão', parte integrante da formação global da criança. Deverá ela estar colaborando no desenvolvimento dos processos de aquisição do conhecimento, sensibilidade, criatividade, sociabilidade e gosto artístico. Caso contrário, perder-se-á na forma de simples atividade mecânica, com a mera reprodução de cantos, sem a interação da criança com o verdadeiro momento de criação musical."
"Sendo a Escola a instituição responsável pela formação cultural da criança, cabe a ela também proporcionar esse conhecimento, não só da música popular como também das músicas folclórica, clássica e erudita."
"A criança de Pré-Escola ainda não tem capacidade de concentrar-se para ouvir música - isto é inerente a sua faixa etária. É aconselhável, então, que a música lhe seja apresentada por meio de estórias, dramatizações, jogos e brincadeiras, que motivem a participação."
Publicação: Série Idéias n. 10. São Paulo: FDE, 1992.
Páginas: 88 a 96


EDUCAÇÃO

NOTÍCIAS

RENDA MELHOR JOVEM VAI BENEFICIAR ESTUDANTES DE 51 MUNICÍPIOS EM 2012

 16/01/2012 - 19:48h - Atualizado em 18/01/2012 - 08:40h 
Com o projeto, o Governo deve atender mais de 50 mil jovens até 2013

Fotos: Marcia Costa

O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, participou, nesta segunda-feira (16/01), no auditório do Palácio Guanabara, da coletiva de imprensa de lançamento do Plano de Superação da Pobreza Extrema no Estado do Rio de Janeiro - Rio sem Miséria, primeiro plano estadual executado no país com essa proposta. O secretário de Ação Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, apresentou o plano que inclui o Programa Renda Melhor Jovem, poupança escolar anual destinada a jovens estudantes do Ensino Médio cujas famílias recebam o benefício do Programa Renda Melhor. O plano, que já entrou em execução em 2011 em quatro municípios do Estado, iniciou o seu processo de expansão e atenderá esse ano famílias de 51 municípios, com investimento na ordem de 250 milhões/ano. A iniciativa visa tirar da pobreza extrema cerca de 1,3 milhão de pessoas até 2014, com um investimento de R$ 1 bilhão.
 
- O Renda Melhor Jovem complementa o conjunto de ações estratégicas de correção de fluxo escolar, que iniciamos em 2011. Estamos acompanhando de perto o desempenho do nosso aluno – disse o secretário Risolia.

O Renda Melhor é um programa de transferência de renda do Estado destinado a famílias que recebem o Bolsa Família e, ainda assim, vivem com menos de R$ 100 per capita que é calculada por meio de renda estimada e tem quatro grandes estratégias como pilares: os Programas Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, a Gestão de Oportunidades Econômicas e Sociais e o Acompanhamento Familiar/ Busca Ativa.

No Renda Melhor Jovem, o aluno matriculado com até 18 anos incompletos no Ensino Médio Regular da rede estadual de ensino, receberá um benefício como prêmio caso seja aprovado em cada ano do Ensino Médio, nos seguintes valores:

- R$ 700 na 1° série do Ensino Médio;
- R$ 900 na 2° série do Ensino Médio;
- R$ 1.000 na 3° série do Ensino Médio;
- R$1.200 caso curse o Ensino Profissionalizante de 4 anos.

O aluno ainda receberá 500 reais adicionais no final do curso, caso consiga um bom resultado do Enem. Os participantes do programa terão o direito a sacar até 30% do valor recebido anualmente e somente farão jus ao saldo financeiramente corrigido ao longo dos anos e depositado em conta poupança no Banco do Brasil, caso concluam o Ensino Médio Regular. O objetivo é incentivar a permanência do jovem na escola, contribuindo desta forma, para a redução da defasagem idade-série, aumento da aprovação e conclusão do Ensino Médio, melhorando ainda os índices de qualidade do ensino no Estado.

Em 2011, o Renda Melhor Jovem foi implantado nos municípios de Japeri, São Gonçalo, Belford Roxo e Magé e já beneficia mais de quatro mil jovens estudantes. A previsão é de atender mais 20 mil jovens nos demais municípios onde o programa vai chegar esse ano.
 
Os municípios que serão incluídos no Plano em 2012 são: Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti, Seropédica, Tanguá, Araruama, Saquarema, Silva Jardim, Areal, Paty do Alferes, Sapucaia, Paraty, Cambuci, Porciúncula, São José de Uba, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Carodo Moreira, Qusisamã, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Trajano de Moraes, Miracema, Conceição de Macabu, Laje do Muriaé, Bom Jesus de Itabapoana, São Fidélis, Italva, Varre-Sai, Natividade, Itaocara, Macaé, Santo Antonio de Pádua, Aperibé, Itaperuna. Na cidade do Rio de Janeiro, o Renda Melhor Jovem beneficiará todos os jovens das famílias já contempladas pelo Cartão Família Carioca que atendam as exigências citadas acima.

Também participaram do evento, o presidente do Proderj, Paulo Coelho e o subsecretário de Integração de Programas Sociais da SEASDH, Antonio Claret.

Mais informações sobre o Plano Rio Sem Miséria e as normas para participação do programa Renda Melhor Jovem podem ser encontradas no site da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos – SEASDH – www.rj.gov.br/web/seasdh/principal.  





Bom dia!



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